sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Desionização das águas

Em laboratório é necessária água com elevado grau de pureza, de forma a evitar a contaminação das amostras em estudo.


Como obter água purificada?

A água destilada é largamente utilizada no dia-a-dia como água purificada.
Durante a destilação, as impurezas são removidas por um processo de evaporação, seguido de uma condensação.
A água pode ser destilada, isto é, sujeita a duas destilações sucessivas para melhorar o grau de pureza.



Desionização (desmineralização ou permuta iónica)



Um outro processo de purificar a água, mais eficaz, é a desionização, uma técnica que permite remover os sais.
A água desionizada é uma água que não tem praticamente sais dissolvidos, mas pode ainda conter compostos não iónicos, como sílica ou matéria orgânica.
A desionização da água implica a sua passagem por uma resina de troca iónica. Durante a passagem da água ocorre uma troca de iões com a resina.
Os iões negativos (sulfato, carbonato, cloreto) ficam retidos na resina e são substituídos por iões hidróxido.
Os iões positivos (sódio , potássio , cálcio , magnésio) são trocados pelo ião hidrogénio.


Para os trabalhos laboratoriais mais exigentes utiliza-se água bidestilada que depois é desionizada. Por fim, é filtrada através de uma membrana de baixa porosidade para remover a matéria orgânica.


Um exemplo clássico de resina trocadora de íons é a resina derivada do poliestireno: nas posições meta o poliestireno, possui hidrogénios que poderão ser substituídos por grupos derivados do ácido sulfónico. Este grupo sulfónico comporta-se como uma resina trocadora de hidrogénio. Trocando-se o H+ pelo Na+, teremos uma resina catiônica sódica. Esta resina possui alta capacidade de troca, resiste às mais diversas condições de pH, até 95ºC em meio alcalino e até 120ºC em meio ácido e é perfeitamente adequada para abrandamento e desmineralização, pois pode ser comercializada na forma sódica e na forma hidrogeniónica.

Quais as vantagens da permuta iónica?


A permuta iónica tem muitas vantagens relativamente à destilação no que respeita à produção de água purificada. Em primeiro lugar, é um processo de resposta a pedido; a água fica disponível quando é necessária. Em segundo lugar, quando se usam materiais de resina de elevada pureza, efectivamente, todo o material iónico é removido da água para dar uma resistividade máxima de 18,2 MΩ-cm (a 25ºC). Pequenos fragmentos dos materiais de resina de permuta iónica podem ser expelidos do cartucho pela água que passa através do mesmo. A permuta iónica deve, portanto, ser usada juntamente com filtros se se desejar uma água isenta de partículas. Dado que as bactérias se desenvolvem rapidamente em água parada, os cartuchos podem ficar contaminados se não forem regularmente usados. O problema é atenuado pela recirculação frequente da água para inibir o desenvolvimento de bactérias e pela substituição ou regeneração regular das resinas, dado que os químicos regenerantes são desinfectantes poderosos. A permuta iónica remove apenas compostos orgânicos polares da água e os orgânicos dissolvidos podem sujar os grânulos de permuta iónica, reduzindo a sua capacidade. Quando é necessária água pura em termos orgânicos e inorgânicos, a combinação de osmose inversa seguida de permuta iónica é especialmente efectiva. Tem havido muitas tentativas de ultrapassar algumas das limitações da permuta iónica e da destilação. Nalguns sistemas, a destilação precedia a permuta iónica – os cartuchos duram muito mais, mas o problema das bactérias mantém-se. Noutros, a permuta iónica precedia a destilação – mas nesse caso antêm-se os problemas de armazenamento e de não ter água a pedido.



Podem ser bebidas estes tipos de águas?

A ingestão acidental de águas purificadas não representa perigo para a saúde.
Mas, se a ingestão for regular, o corpo pode ficar privado dos sais de que necessita, que pode causar problemas de descalcificação (falta de cálcio nos ossos e nos dentes) ou problemas cardiovasculares. Apesar de não constituir um perigo imediato, beber água purificada pode ser prejudicial à saúde.




Fontes:


http://www.paralab.pt/aguaultra.htm

http://nautilus.fis.uc.pt/cec/hiper/sonia%20rocha/hipertexto/agua/agualab.htm

http://www.meiofiltrante.com.br/materias.asp?action=detalhe&id=290

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Hemodiálise

...Centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, cujos rins deixaram de funcionar, são devido a este tratamento, hemodiálise, restituídos à vida, dando graças às novas descobertas científicas no campo da saúde, que no século passado, pouco ou nada existia a este nível.



O que é a hemodiálise?


A Hemodiálise ou Diálise, como é mais conhecida, é o sistema de tratamento utilizado para remover as substâncias tóxicas e o excesso de líquidos acumulados no sangue, devido à insuficiência renal. É um procedimento que filtra o sangue. Através da hemodiálise são retiradas do sangue substâncias que quando em excesso trazem graves problemas de saúde, como a uréia,
potássio sódio e água.




A hemodiálise é realizada em pacientes portadores de insuficiência renal crónica ou aguda, já que nesses casos o organismo não consegue eliminar tais substâncias devido à falência dos mecanismos excretores renais.




Esquema representativo do circuito de hemodiálise. O sangue é retirado do paciente por um acesso venoso e impulsionado por uma bomba até o filtro, sendo então devolvido ao paciente.


Como é feita a hemodiálise?


A hemodiálise é feita com a ajuda de um dialisador (capilar ou filtro).
O dialisador é formado por um conjunto de pequenos tubos chamados "linhas". Durante a diálise, parte do sangue que é retirado do corpo, passa através da linha do lado onde o sangue é filtrado e retorna ao paciente pela linha do lado oposto.






Actualmente tem havido um grande progresso em relação à segurança e à eficácia das máquinas de diálise, tornando o tratamento bastante seguro. Existem alarmes que indicam qualquer alteração que ocorra no sistema (detectores de bolhas, alteração de temperatura e do fluxo do sangue, etc).








Máquina de Hemodiálise


Na hemodiálise, o sangue é obtido por um acesso vascular, unindo uma veia a uma artéria superficial do braço e impulsionado por uma bomba até o filtro de diálise, também conhecido como dialisador. No dialisador, o sangue é exposto à solução de diálise (também conhecida como dialisato) através de uma membrana semipermeável, permitindo assim, as trocas de substâncias entre o sangue e o dialisato. Após ser retirado do paciente e passado através do dialisador, o sangue “filtrado” é então devolvido ao paciente pelo acesso vascular.
As máquinas de hemodiálise possuem vários sensores que tornam o procedimento seguro e eficaz. Os principais dispositivos presentes nas máquinas de diálise são: monitor de pressão, temperatura, condutividade do dialisato, volume de ultrafiltração, detector de ar, etc.

Quanto tempo dura a hemodiálise?


Em geral, a hemodiálise é feita três vezes por semana, com duração de quatro horas cada sessão. Podem existir variações neste tempo de acordo com o tamanho e a idade do paciente, assim como numa mulher grávida. Adultos de grande peso podem necessitar de um tempo maior. Hoje em dia, podemos medir a quantidade de diálise e mudar essa quantidade, aumentado ou diminuindo o tempo de diálise, o número de sessões semanais, o fluxo de sangue ou o tamanho do dialisador.


O que determina a duração da hemodiálise?


O médico é quem determina a quantidade de hemodiálise que o paciente precisa de acordo com o estado de atividade do corpo, da alimentação e ingestão de líquidos. O objetivo do tratamento é que o paciente se sinta bem, que tenha uma pressão arterial controlada, e que os exames de sangue mostrem uma quantidade aceitável de potássio, uréia, etc.



Como é que o sangue é retirado do corpo?

A hemodiálise é feita por um tubo (cateter) que é colocado numa veia grossa que é o acesso vascular para hemodiálise. É o que permite a retirada e a devolução do sangue para a pessoa.

O tipo mais frequente de acesso vascular é a fístula. Consiste numa ligação entre uma artéria e uma veia através de uma pequena cirurgia. Esta ligação permitirá a colocação de duas agulhas por onde o sangue sairá para o

dialisador e depois será devolvido para a pessoa.



Quais são os cuidados a ter com a fístula?



Para manter uma boa fístula deve-se:


-manter o braço da fístula bem limpo, lavando sempre com água e sabonete. Isto evita infecções que podem inutilizar a fístula. Qualquer sinal de inchaço ou vermelhidão deve ser comunicado imediatamente ao médico ou à enfermeira;



- fazer exercícios com a mão e o com o braço onde está localizada a fístula, faz com que os músculos do braço ajudem no fortalecimento da fístula;


- evitar carregar pesos ou dormir sobre o braço onde está a fístula, pois a pressão sobre ela pode interromper o fluxo de sangue.

O que mais se deve fazer para cuidar da fístula?



- A medição da pressão arterial não deve ser realizada no braço onde está localizada a fístula;
pois o fluxo de sangue pode ser interrompido;


- evitar a retirada de sangue ou o uso de medicamentos nas veias do braço da fístula a não ser com autorização médica.


Quais são os medicamentos usados na hemodiálise?


Vitaminas: Algumas vitaminas perdem-se durante a diálise. A ingestão de vitaminas repõe o seu nível.


Acetato ou Carbonato de Cálcio: Fornece um suplemento de cálcio, além de evitar a absorção do fósforo e diminui a acidose do sangue. Reduzindo a absorção de fósforo evita-se a doença óssea do doente renal.


Ferro:Para melhorar a anemia.


Eritropoetina: Para aumentar a produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea e corrigir a anemia.


Vitamina D ativada (calcitriol): Para aumentar a absorção intestinal de cálcio e melhorar a mineralização dos ossos.


Anti-hipertensivos: Os pacientes com hipertensão arterial que não baixa depois da sessão de diálise necessitam de medicação para controlá-la.


O médico indicará qual é o medicamento mais adequado para cada paciente.
Qualquer desses medicamentos, até os considerados mais inócuos, tomados sem controlo

médico, podem ter efeitos desastrosos. Por isso, é absolutamente imprescindível que cada paciente siga as instruções de seu médico.


sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Leveduras

O que são as leveduras?

As leveduras são microrganismos pertencentes ao reino Fungi e estão presentes nos filos Basidiomycota, Ascomycota e muito raramente, nos Zigomycota.
São seres unicelulares, isto é, formados por uma única célula e, geralmente, não formam filamentos com micélio. São maiores que a maioria das bactérias; podem ter forma oval (como se vê na figura), podendo ser alongadas e esféricas.
Como células simples, as leveduras crescem e reproduzem-se mais rapidamente que os bolores. Também são mais eficientes na realização de alterações químicas, por causa da sua maior relação área/volume.

Tipos de reprodução
Reproduzem-se assexuadamente por gemulação e também por bipartição.

A gemulação pode ser:
-Polar;
-Bipolar;
-Multilateral.


Características e classificação das leveduras

- Aparência microscópica das células;
- Modo de reprodução;
- Algumas actividades fisiológicas;
- Parâmetros bioquímicos;
-Comparação dos genomas tendo em conta a sequência de bases.

Sabiam...

Existem aproximadamente, 350 espécies diferentes de leveduras, separadas em cerca de 39 géneros.

As leveduras fermentativas vêm sendo exploradas pelo homem há milhares de anos, na produção de cerveja, do vinho e na fermentação do pão, embora, somente no século IXX tenha sido reconhecida a natureza biológica dos agentes responsáveis por estes processos.

O principal agente da fermentação alcoólica, Saccharomyces cerevisae, é uma levedura ascomicética.



Levedura Saccharomyces cerevisae


Onde podem ser encontradas as leveduras?


Na NATUREZA...

...são comuns no solo, em ambientes aquáticos, nos intestinos dos animais de sangue quente e de invertebrados, em líquidos açúcarados,na superfícies de órgãos dos vegetais, principalmente em flores e frutos açúcarados.

As leveduras podem estar em praticamente todas as partes das plantas, sendo que na superfície das folhas, nos nectários florais, na epiderme, na polpa de frutos e também nas cascas das árvores existem nutrientes que permitem o desenvolvimento e o estabelecimento de populações de leveduras.
Os ferimentos nos tecidos vegetais que produzem exsudatos, também são propícios para o desenvolvimento das leveduras. Os insectos que buscam néctar, pólen e outros alimentos nas plantas promovém a dispersão das leveduras.


Importância das leveduras
  • Podem ser patogénicas;

  • Podem ser utilizadas na indústria e na agricultura, isto porque, são muito versáteis, não têm grandes exigências em relação ao meio e constituem recursos renováveis;

  • Podem ter importância ecológica, porque degaradam moléculas orgânicas.

Aplicações da levedura em Biotecnologia

Um bom exemplo da aplicação industrial da levedura Saccharomyces cerevisiae é a produção de bio-etanol a partir de açúcares, considerados uma fonte renovável de energia.
A produção de bio-etanol tem oscilado ao longo dos últimos 70 anos. Iniciou-se nos anos 30 do século XX e quase desapareçeu devido ao abaixamento dos preços do petróleo. Com a crise do petróleo nos anos 70 o interesse renovou-se e, no caso do Brasil, desenvolveu-se um plano nacional para a implementação do álcool como combustível. Em resultado disso, o bio-etanol, resultante da fermentação de melaços, chegou a ser usado na maioria do parque automóvel brasileiro nos anos 80. A actual subida do preço do petróleo poderá dar novo ímpeto a esta aplicação industrial da levedura Saccharomyces cerevisiae.
A levedura também tem sido usada de forma pioneira na Biotecnologia moderna, por exemplo como organismo hospedeiro na produção de proteínas recombinantes (resultantes de DNA recombinado in vitro de interesse farmacêutico (por exemplo, a vacina da Hepatite B).

Exemplos da aplicação de Levedura Saccharomyces cerevisiae

  1. Inóculos para produção de pão, cerveja e vinho
  2. Rações para animais ("single-cell protein")
  3. Probióticos para animais e humanos
  4. Biocatalisadores em química orgânica
  5. Fonte de nutrientes resíduais (Cr, SE)
  6. Produtos de extratos celulares
  7. Meio de cultura de microrganismos
  8. Aromatizantes e produtos farmacêuticos
  9. Suplementos alimentares e dietéticos
  10. Bioemulsificantes
  11. Invertase ou lactase para uso alimentar
  12. Proteínas terapêuticas

Esta levedura é não-patogénica, facilmente cultivada em laboratório em condições pré-determinadas e passíveis de serem controladas pelo manipulador, sendo ainda fácil de manipular geneticamente. Por esse motivo, foi o primeiro organismo eucariótico a ter o seu genoma totalmente sequenciado, em 1996, o que veio reforçar a sua utilização enquanto organismo modelo.

As leveduras já são muito antigas!!!

Vinho, que há tantos milénios faz parte da dieta diária do Homem mediterrânico, só é possível graças à existência de uma levedura - a mundialmente conhecida Saccharomyces cerevisiae - que tem a capacidade de transformar os açúcares das uvas em álcool e dióxido de carbono, para além de uma imensidão de compostos, em quantidades vestigiais, com importantes funções nas características aromáticas dos vinhos. Convém não esquecer que, para além das uvas, muitos outros frutos foram (ou são) utilizados para a produção de bebidas alcoólicas – originando os chamados vinhos de frutos - como a maçã, a pêra, as tâmaras, o ananás, etc.
No caso do pão é esta levedura que faz crescer a massa (levedar) e que faz com que o pão fique fofo e leve.

As leveduras...

- são agentes de fermentação alcoólica, na produção do alcoól industrial e de todas as bebidas alcoólicas destiladas ou não destiladas;
- são utilizadas na panificação;
- são importantes fontes de proteína e de factores de crescimento, passíveis de serem utilizadas na alimentação animal e, mesmo, humana.
- como agentes de fermentação são prejudiciais à conservação de frutos, e de sucos vegetais.
- algumas espécies são patogénicas a plantas, animais e ao homem.


Utilização de algumas leveduras de interesse industrial

Saccharomyces cerevisiae, Sacchoromcyces ellipsoideus e Saccharomyces calbergensis, são agentes normais da fermentação alcoólica utilizada na fabricação de vinhos, cervejas e fermentos.

Zygosaccharomyces, têm capacidade de desenvolverem-se nos líquidos com alta concentração de açúcar. E por isso, são responsáveis pela deterioração de mel, melaço e xaropes.

Shizosaccharomyces, muito comum na superfícies de frutos, no solo, no bagaço e em substratos.

Picchia, Hansenula e Debaryomyces responsáveis pela formação de filme na superfície de líquidos de origem vegetal, ácidos.

Endomyces vernalis , utilizável na síntese de produtos graxos.

Endomyces fiberliger, levedura capaz de produzir amilase.

Sacchoromcyes fragilis, Sacchoromcys lactis - fermentam lactose (tratamento de resíduos).

Sacchoromcyes roufii, Sacchoromcyes mellis - osmofílicas - frutas secas, xaropes, geléias.

Sacchoromcyes baillie - fermentação de sucos (cítricos).

Torulopsis osmofílica - leite condensado.

Candida produz uma grande quantidade de proteínas, deteora leite e derivados.

Rodutorula - deterioração de pickles, chucrutes e carnes (cor vermelha ou amarelo).

Picchia, Hansenula, Debarymocyces, Thricosporum - deterioração de pickles com produção de película, oxida o ácidoacético e altera o sabor.

Debaryomyces - carnes, queijo e salsichas.



Leveduras patogénicas


As unidades hospitalares
Leveduras patogénicas como a Candida albicans ou a Candida glabrata são um risco para a saúde pública. Porém o uso de antibacterianos aumenta a colonização de Candida no trato gastrintestinal.


Candida tropicalis, Candida glabrata, Candida parapsilosis, Candida krusei,Candida lusitaniae, Candida dubliniensis e Candida albicans são leveduras responsáveis por grande parte das infecções fúngicas nas unidades hospitalares.

As leveduras Candida albicans e Candida glabrata apresentam uma alto risco de letaliadade, visto que colinizam-se em várias partes do corpo num paciente.

Este tipo de leveduras provoca resistência a medicamentos, infecções endógenas e exogénas, graves problemas no sistema circulatório e respiratório, endocardite, artrite e peritonite, micoses na pele.


Nos alimentos
Leveduras patogénicas como vibrio cholerae e staphylococus aureus estão presentes em alguns alimentos, como os sururus que são moluscos, nutricionalmente importantes, encontrados nas águas estuarianas e marinhas.

O consumo de alimentos estragados, por acção de leveduras, fungos, pode acatar graves problemas a nível do sistema digestivo, nomeadamente problemas gastro-intestinais.

Fontes:

wikipédia, enciclopédia livre

http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/julho2002/unihoje_ju181pag3b.html

http://www.e-escola.pt/site/topico.asp?topico=321&ordem=1&canal=5

http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_grad2004/microorganismos/leveduras.htm

http://www.profcupido.hpg.ig.com.br/bioquimicafermentacao.htm

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Medidores de pH

Quando se diz que "um sumo de laranja é ácido" ou que "a água está quente" transmitem-se sensações de significado pouco preciso; quando se pretende ter maior precisão na caracterização da acidez do sumo ou da temperatura da água é necessário quantificar. Assim, dir-se-á, por exemplo, que "o sumo de laranja tem pH de 4" ou "a água está à temperatura de 80ºC.


O conceito de pH foi introduzido por Sørensen em 1909. O "p" vem do alemão potenz, que significa poder de concentração, e o "H" é para o ião hidrogénio (H+).


O pH é uma função logarítmica da concentração do ião hidrogénio, originalmente definida, em 1909, pelo bioquímico dinamarquês Søren Peter Lauritz Sørensen, como:

pH=-log10 [H+]
[H+] representa a concentração em mol/dm3.



O pH é um número entre 0 e 14 (em meio aquoso) que indica se uma solução é ácida (pH<7), ph="7),">7).Uma solução neutra só tem o valor de pH = 7 a 25 °C, o que implica variações do valor medido conforme a temperatura.

Medida de pH

O pH pode ser determinado:

Por adição de um indicador de pH na solução em análise. A cor do indicador varia constante o pH da solução.

  1. Usando um medidor de pH acoplado a um eléctrodo de pH. O medidor de pH é um milivoltímetro com uma escala que converte o valor de tensão do eléctrodo de pH em unidades de pH. Este tipo de elétrodo é chamado "íon seletivo".
  2. Um indicador é usado para medir o pH de uma substância. Indicadores comuns são a fenolftaleína, o alaranjado de metila e o azul de bromofenol.

Existem vários tipos de medidores de pH, que variam consoante o modelo e aplicação.


  • medidores de pH de bolso;

  • medidores de pH de bancada;

  • medidores de pH portáteis.


Medidores de pH de bolso

Modelos checker
Estes medidores são ideias para pouca exigência em termos durabilidade , para uso ocasional, para ter em casa para medir o pH da água da torneira, de um poço, de aquários domésticos, etc.
Disponível em 3 versões, com as seguintes características comuns:
- Gama de medida 0 a 14 pH;
- Resolução de medida: 0,01 pH;
- Precisão: 0,2 pH;
- Calibração manual em 2 pontos.





Existem uma gama de modelos de medidores de pH de bolso disponíveis no mercado, com várias aplicações.

Em seguida destaco algumas das aplicações deste tipo de medidores de pH:



-Medidores à prova de água com a particularidade de se poder medir o pH, o ORP e o cloro, fazendo o uso do eléctrodo adequado;


- para aquacultura, teste de qualidade da água de piscinas e de aquários, da torneira, fontes, nascentes, etc. Pode ser igualmente um excelente medidor no teste da qualidade da água na indústria alimentar ou ainda para análise de águas residuais. É igualmente o medidor ideal para o ensino quando se pretende obter resultados com alta fiabilidade (modelo pHtestr10);


-totalmente à prova de água (flutuam) são ideais para o ensino (especialmente no secundário), de grande robustez e medidas precisas por microprocessador.
A calibração é simples e rápida: basta inserir o eléctrodo na solução de calibração, pressionar uma tecla e o medidor esta calibrado um vez que reconhece automaticamente o valor da solução padrão (modelos pHtestr1 e pHtestr2).



Medidores de pH de bancada




Modelo cyberscan com ligação a rede informática



A série CyberScan está disponível em diferentes variantes: desde o modelo mais simples, o pH6000 (só medição de pH), até ao modelo PCD6500, que permite realizar medições de pH, mV, Iões específicos, Condutividade e ainda Oxigénio Dissolvido: um laboratório completo só com 1 equipamento!
A série CyberScan vem equipada com o software Windows CE (igual ao dos PDAs), com ligação USB (que permite ligar um teclado, um rato ou uma impressora), ligação RJ45 (para ligar à rede de computadores e à Internet), porta de infravermelhos (transferência de dados, sem fios) e ainda uma entrada para cartão de memória SD (o que permite expandir a memória do equipamento de uma forma praticamente ilimitada).




Versão para ensino


Medidor de pH de bancada de qualidade mas sem muitas exigências em termos de funções de medida, este é o modelo ideal, especialmente para escolas secundárias.
É um equipamento robusto, muito fácil de usar, permitindo medidas de pH e de potencial oxidação - redução.
A calibração e a compensação de temperatura são ambas manuais através de potenciómetros próprios, estando ainda equipado com um eléctrodo de dupla junção que garante uma utilização intensiva sempre com a mesma precisão de medida.





Versão com impressora incorporada



Equipamento ideal para quando necessidade de registo de dados é um factor importante. Assim, e para além da possibilidade de conexão com o PC, permite efectuar registos de forma simples mas precisa. Para isso, o utilizador dispõe de 9 programas pré-definidos, que lhe permitem registar o nº da amostra, data e hora da medição, pH e temperatura (ou mV e temperatura) durante um determinado período de tempo, ou até ser atingido um valor de pH (ou mV) previamente definido. Os intervalos de registo/impressão são seleccionáveis pelo utilizador.
O medidor incorpora um alarme acústico, que é accionado automaticamente quando são atingidos os limites máximo ou mínimo de um intervalo de valores previamente definido pelo utilizador. Esta característica faz deste equipamento o auxiliar ideal em titulações.

Medidores de pH portáteis


Medidor com capacidade de memória


Medidor de design original e diferentes dos medidores habituais, mas precisamente por causa deste design, torna o instrumento muito ergonómico e confortável ao segurar com a mão. Pode memorizar até 50 medidas efectuadas, mas essas medidas depois só podem ser observadas no próprio aparelho (ou seja, não tem saída para computador).
A calibração é automática e possui reconhecimento automático da solução padrão, ou seja, assim que se mergulha o eléctrodo na solução de calibração o medidor detecta automaticamente qual o valor dessa solução.
Uma vez que uma das aplicações típicas deste medidor é em controlo de qualidade de águas, especialmente de águas residuais e industriais, pode ser calibrado até 5 pontos de modo a garantir um máximo de precisão de medida especialmente em testes de soluções agressivas. Possui igualmente compensação automática de temperatura.



Estes são apenas alguns dos exemplos de medidores de pH. No mercado existem estes aparelhos para variados preços, desde os mais simples aos mais robustos; com com várias aplicações. Assim, quando se comprar um medidor de pH, um factor crucial na escolha é as aplicações que o medidor vai ter, assim como a sua precisão.

Eléctrodos de pH

Como são os eléctrodos dos medidores de pH? Como Funcionam?

Eléctrodos INTELLICAL

- Os dados de calibração são armazenados no eléctrodo;
- Existe uma comunicação digital entre o eléctrodo e o medidor;
- Os eléctrodos são automaticamente reconhecidos pelo medidor;
- Eléctrodos com cabos de 30 metros de extensão;
- Eléctrodos robustos de aço inoxidável
- Estabilização do indicador de leitura e controlo de calibração;
- Eléctrodos de pH standart e robustos para quaisquer aplicações.



A partir dos medidores de pH apresentados podemos obter o pH de várias substâncias, como por exemplo:

Sumo de laranja ou maçã
pH=3.5


Cerveja
pH=4.5


Saliva pacientes com (cancro)
pH=4.5-5.7

Saliva humana
pH=6.5-7.4

Sangue
pH=7.34

Fonte:




Wikipédia, a enciclopédia livre.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Termopar




Termopar: sensor usado para medição de temperaturas.
O aspecto exterior de termopares comerciais inclui uma cabeça metálica onde são feitas ligações aos instrumentos de indicação, registo e controlo, e um tubo (metálico ou cerâmico) que serve de protecção aos fios do termo-par.

Se dois fios metálicos de composição distinta são soldados nas respectivas extremidades e uma das junções é mantida a temperatura superior à outra, circulará corrente eléctrica entre estas junções. Trata-se de um efeito termoeléctrico bem conhecido da Física. Para diferentes combinações de metais e diferentes temperaturas, a diferença de potencial entre estas junções será também diferente. Este é o princípio em que se baseia a operação dos termopares.
A selecção de metais para os termopares é normalmente feita com base nas condições de aplicação. Ligas metálicas relativamente baratas (com base em Fe, Ni, Cr, etc.) podem ser usadas a temperaturas moderadas (até cerca de 1000°C), mas para temperaturas muito superiores (1500-1700°C) são necessários termopares à base de ligas ricas em platina.



Os termopares são dispositivos electrónicos com larga aplicação para medição de temperatura. São baratos, podem medir uma vasta gama de temperaturas e podem ser substituídos sem introduzir erros relevantes. A sua maior limitação é a exactidão, uma vez que erros inferiores a 1 ºC são difíceis de obter. Uma termopilha é o nome que se dá a um conjunto de termopares ligados em série. Um exemplo da aplicação de termopares e termopilhas pode ser a medição de temperaturas em linhas de gás.


Como surgiram?

Em 1822, o físico Thomas Seebeck descobriu (acidentalmente) que a junção de dois metais gera uma tensão eléctrica que é função da temperatura. O funcionamento dos termopares é baseado neste fenómeno, que é conhecido como “Efeito Seebeck”. Embora praticamente se possa construir um termopar com qualquer combinação de dois metais, utilizam-se apenas algumas combinações normalizadas, isto porque possuem tensões de saída previsíveis e suportam grandes gamas de temperaturas.

Existem tabelas normalizadas que indicam a tensão produzida por cada tipo de termopar para todos os valores de temperatura que suporta, por exemplo, o termopar tipo K com uma temperatura de 300 ºC irá produzir 12,2 mV. Contudo, não basta ligar um voltímetro ao termopar e registar o valor da tensão produzida, uma vez que ao ligarmos o voltímetro estamos a criar uma segunda (e indesejada) junção no termopar. Para se fazerem medições exactas devemos compensar este efeito, o que é feito recorrendo a uma técnica conhecida por compensação por junção fria.

Caso se esteja a interrogar porque é que ligando um voltímetro a um termopar não se geram várias junções adicionais (ligações ao termopar, ligações ao aparelho de medida, ligações dentro do próprio aparelho, etc...), a resposta advém da lei conhecida como lei dos metais intermédios, que afirma que ao inserirmos um terceiro metal entre os dois metais de uma junção dum termopar, basta que as duas novas junções criadas com a inserção do terceiro metal estejam à mesma temperatura para que não se manifeste qualquer modificação na saída do termopar. Esta lei é também importante na própria construção das junções do termopar, uma vez que assim se garante que ao soldar os dois metais a união não irá afectar a medição. Contudo, na prática as junções dos termopares podem ser construídas soldando os materiais ou por aperto dos mesmos.

Todas as tabelas normalizadas dão os valores da tensão de saída do termopar considerando que a segunda junção do termopar (a junção fria) é mantida a exactamente zero graus Celsius. Antigamente isto conseguia-se conservando a junção em gelo fundente (daqui o termo compensação por junção fria). Contudo a manutenção do gelo nas condições necessárias não era fácil, logo optou-se por medir a temperatura da junção fria e compensar a diferença para os zero graus Celsius.

Tipicamente a temperatura da junção fria é medida por um termístor de precisão. A leitura desta segunda temperatura, em conjunto com a leitura do valor da tensão do próprio termopar é utilizada para o cálculo da temperatura verificada na extremidade do termopar. Em aplicações menos exigentes, a compensação da junção fria é feita por um semicondutor sensor de temperatura, combinando o sinal do semicondutor com o do termopar.


Termopares existentes no mercado
Os termopares disponíveis no mercado têm os mais diversos formatos, desde os modelos com a junção a descoberto que têm baixo custo e proporcionam tempos de resposta rápidos, até aos modelos que estão incorporados em sondas. Está disponível uma grande variedade de sondas, adequadas para diferentes aplicações (industriais, científicas, investigação médica).
Quando se procede à escolha de um termopar deve-se ponderar qual o mais adequado para a aplicação desejada, segundo as características de cada tipo de termopar, tais como a gama de temperaturas suportada, a exactidão e a confiabilidade das leituras, entre outras.

Tipos de termopares
  • Tipo K ;

  • Tipo E;

  • Tipo J ;

  • Tipo N;

  • Tipo B;

  • Tipo R;

  • Tipo S,

  • Tipo T.

Fonte:

http://www2.ii.ua.pt/uimc/divulga/dicionario/termopar.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Termopar
http://www.peaksensors.co.uk/thermocouples.html







sábado, 6 de outubro de 2007

Soro Fisiológico

Composição do soro fisiológico
O soro fisiológico é uma solução isotônica em relação aos líquidos corporais que contém 0,9%, em massa, de NaCl em água destila, ou seja, cada 100mL da solução aquosa contém 0,9 gramas do sal.


Composição:
100 mL de soro fisiológico contém 0,354 gramas de Na+ e 0,546 gramas de Cl-, com pH aproximadamente igual a 6,0.

Indicações:
Deve ser usado frio e devidamente esterilizado;
Deve ser mantido em temperaturas baixas (no frigorífico);
Deve ser usado sob prescrição médica, visto que é considerado um medicamento.

Aplicações:
Higienização nasal : para pacientes com resfriados, gripes ou com sintomas alérgicos. Por exemplo os pacientes alérgicos, mais sensíveis a mudanças bruscas de temperatura típicas do Outono, devem fazer higienização nasal com soro fisiológico diariamente, mesmo quando não estão doentes;
Desidratação: para reposição de íons de sódio e cloro;
Limpeza de ferimentos;
Limpeza de lentes de contacto;
Em preparados para microscopia.

Precauções:
O soro fisiológico disponível no mercado com a finalidade de lavagem mecânica nasal ou oftálmica, não acondicionado sob pressão, é classificado na classe de menor risco (classe I).

Alguns soros fisiológicos contêm aditivos e por esse motivo não podem ser utilizados em oftalmologia.
Contudo, com alguma frequência, existe uma utilização indevida de soro fisiológico não estéril para fins oftálmicos, nomeadamente por portadores de lentes de contacto, a Autoridade Competente Nacional para os dispositivos médicos não activos, INFARMED, alerta os profissionais de saúde, os doentes e os utilizadores para a necessidade de ler com atenção a rotulagem e outras informações cedidas pelo fabricante conjuntamente com este dispositivo médico. São relevantes as informações respeitantes ao fim a que se destina e à esterilização a que foi sujeito, no caso de ser estéril. O soro fisiológico destinado à utilização oftálmica deverá mencionar na rotulagem esta finalidade, assim como indicar que foi sujeito a esterilização, o método de esterilização e o prazo de validade. O código do Organismo Notificado avaliador deverá acompanhar a marcação da CE.
Fonte: