Como obter água purificada?
A água destilada é largamente utilizada no dia-a-dia como água purificada.
Durante a destilação, as impurezas são removidas por um processo de evaporação, seguido de uma condensação.
A água pode ser destilada, isto é, sujeita a duas destilações sucessivas para melhorar o grau de pureza.
A água desionizada é uma água que não tem praticamente sais dissolvidos, mas pode ainda conter compostos não iónicos, como sílica ou matéria orgânica.
A desionização da água implica a sua passagem por uma resina de troca iónica. Durante a passagem da água ocorre uma troca de iões com a resina.
Os iões negativos (sulfato, carbonato, cloreto) ficam retidos na resina e são substituídos por iões hidróxido.
Os iões positivos (sódio , potássio , cálcio , magnésio) são trocados pelo ião hidrogénio.
Para os trabalhos laboratoriais mais exigentes utiliza-se água bidestilada que depois é desionizada. Por fim, é filtrada através de uma membrana de baixa porosidade para remover a matéria orgânica.


Um exemplo clássico de resina trocadora de íons é a resina derivada do poliestireno: nas posições meta o poliestireno, possui hidrogénios que poderão ser substituídos por grupos derivados do ácido sulfónico. Este grupo sulfónico comporta-se como uma resina trocadora de hidrogénio. Trocando-se o H+ pelo Na+, teremos uma resina catiônica sódica. Esta resina possui alta capacidade de troca, resiste às mais diversas condições de pH, até 95ºC em meio alcalino e até 120ºC em meio ácido e é perfeitamente adequada para abrandamento e desmineralização, pois pode ser comercializada na forma sódica e na forma hidrogeniónica.
Quais as vantagens da permuta iónica?
A permuta iónica tem muitas vantagens relativamente à destilação no que respeita à produção de água purificada. Em primeiro lugar, é um processo de resposta a pedido; a água fica disponível quando é necessária. Em segundo lugar, quando se usam materiais de resina de elevada pureza, efectivamente, todo o material iónico é removido da água para dar uma resistividade máxima de 18,2 MΩ-cm (a 25ºC). Pequenos fragmentos dos materiais de resina de permuta iónica podem ser expelidos do cartucho pela água que passa através do mesmo. A permuta iónica deve, portanto, ser usada juntamente com filtros se se desejar uma água isenta de partículas. Dado que as bactérias se desenvolvem rapidamente em água parada, os cartuchos podem ficar contaminados se não forem regularmente usados. O problema é atenuado pela recirculação frequente da água para inibir o desenvolvimento de bactérias e pela substituição ou regeneração regular das resinas, dado que os químicos regenerantes são desinfectantes poderosos. A permuta iónica remove apenas compostos orgânicos polares da água e os orgânicos dissolvidos podem sujar os grânulos de permuta iónica, reduzindo a sua capacidade. Quando é necessária água pura em termos orgânicos e inorgânicos, a combinação de osmose inversa seguida de permuta iónica é especialmente efectiva. Tem havido muitas tentativas de ultrapassar algumas das limitações da permuta iónica e da destilação. Nalguns sistemas, a destilação precedia a permuta iónica – os cartuchos duram muito mais, mas o problema das bactérias mantém-se. Noutros, a permuta iónica precedia a destilação – mas nesse caso antêm-se os problemas de armazenamento e de não ter água a pedido.
Podem ser bebidas estes tipos de águas?
A ingestão acidental de águas purificadas não representa perigo para a saúde.
Mas, se a ingestão for regular, o corpo pode ficar privado dos sais de que necessita, que pode causar problemas de descalcificação (falta de cálcio nos ossos e nos dentes) ou problemas cardiovasculares. Apesar de não constituir um perigo imediato, beber água purificada pode ser prejudicial à saúde.
Fontes:
http://www.paralab.pt/aguaultra.htm
http://nautilus.fis.uc.pt/cec/hiper/sonia%20rocha/hipertexto/agua/agualab.htm
http://www.meiofiltrante.com.br/materias.asp?action=detalhe&id=290